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Assim como todo ser vivo, os peixes também
adoecem. O segredo para uma boa saúde dos
peixes está ligado a duas principais pontos:
- Manutenção de
boa qualidade e água livre e cloro e metais
pesados, e ausência e amônia, nitrito e
nitrato em níveis controlados.
- Alimentação
de qualidade e variedade da mesma. Lembre-se
que na ração a importância não esta somente
na quantidade de proteínas e sim também na
quantidade e vitaminas e sais minerais.
Lembrando também que a quantidade de
alimento fornecido deve ser o suficiente
para ser consumido pelos peixes no máximo em
5 minutos.
A falta de cuidados com a manutenção da água
do aquário e a má alimentação ou excesso da
mesma normalmente é o estopim que
desencadeia em doenças nos peixes, causadas
por protozoários, fungos, bactérias e outros
parasitas.
Os testes de Ph, Kh, Amônia e Nitrato são
fundamentais para controle da qualidade da
água e através dos parâmetros fornecidos por
eles é capaz se corrigir o problema e
identificar o tratamento necessário de uma
forma mais rápida e bem sucedida. Além disso
perseverança e observação faz com que o
criador identifique muito rapidamente as
doenças muitas das vezes identificadas no
início se bem observada.
A seguir veremos as doenças mais comuns dos
nossos guppies e os possíveis tratamentos:
Doenças causadas por parasitas:
Argulose
É causada em
geral pelo Argulus foliaceus, um crustáceo
parasita de 4 a 5 mm o macho e 7 mm a fêmea.
Suas mordidas causam pequenas feridas
orladas de vermelho, quando a fêmea se fixa,
em geral na barriga do peixe. O macho vive
livre, na água. Possui 2 ferrões para se
fixar no peixe e uma "tromba" para sugar-lhe
o sangue. a fêmea se solta do peixe
para fazer a postura
sobre as plantas e paredes do aquário. Mesmo
quando o parasita não é visto, as manchas
vermelhas na pele do peixe podem significar
os locais de onde saíram as fêmeas
Ascite
Infecciosa (Hidropisia)
Causada pelo
Aeromonas punctatus, comum nos ciprinideos,
mas relativamente rara nos outros peixes de
aquário, principalmente tropicais, muito
resistentes a ela. A mortalidade dos doentes
é de 30 a 40%. Produz deformações, úlceras,
ascite(barriga d'água) etc. Na forma
generalizada, os doentes ficam muito
inchados (edemaciados) e, por isso, suas
escamas ficam muito eriçadas, chegando a
formar um ângulo de 90º em relação ao corpo
ou então sob a forma localizada, com
os mesmos sintomas, mas localizadas apenas
em algumas partes do corpo. Cura quase
impossível. Tentar com injeções de
cloromicetina, 0,1 mg para 10g de peso vivo;
streptomicina, 1 mg para 50g de peso vivo,
sulfaminas, Phenoxethol, 10 a 20 ml de uma
solução a 1% por litro, colocada aos poucos,
por 24 horas. Período de incubação: 4 a 8
dias. Isolar o doente e desinfetar o
aquário. Diagnóstico: pelos sintomas ou em
laboratórios.
Chondrococcus
Esta doença que
ataca os peixes de ornamento é ocasionada
por um parasito denominado CHONDROCOCCUS
columnaris. Quase todas as espécies de
peixes tropicais estão sujeitas a esta
doença, cujos sintomas são o aparecimento no
corpo de uma crosta aparentando limo ou
mofo, por vezes atacando também a boca.
Peixes habituados a água de temperatura
relativamente baixa, quando transferidos
para águas de temperatura mais alta são
suscetíveis à doença. Além da formação de
uma espécie de limo no corpo do
peixe,manchas branco-azuladas se fazem
presentes. Nesta fase a nadadeira caudal
aparece carcomida, bem como as demais. O
peixe perde seus movimentos, boqueja e morre
ao cabo de alguns dias, se não for
convenientemente tratado. Em algumas
espécies há o aparecimento do anel
hiperêmico( superabundância de sangue) na
cauda e às vezes ao redor dos olhos. Os
tremores característicos aparecem antes da
doença estar em último estágio. A doença
geralmente tem início numa ferida. Assim,
peixes transportados ou colocados em
recipientes pequenos e inadequados têm
maiores probabilidades de adquirir a doença.
Os que são retirados em redes ásperas,
geralmente, apresentam feridas na boca e
descamamento no corpo, estando nestes casos
sujeitos ao ataque da COLUMMNARIS. A
terramicina tem sido usada na proporção de
500 mg para cada 40-50 litros de água, em
banho de 24 a 48 horas.Normalmente se
consegue o controle da doença em menos de 24
horas, ao fim das quais a água deve ser
trocada. Em casos especialíssimos pode-se
trocar a água após 48 horas. Alguns
aquaristas têm utilizado a tripaflavina na
dosagem de 2 mg em 25 L de água, com bons
resultados(banhos de 24 horas).
Coccideose ou Eimeriose
É causada por
um parasita, um coccídeo, a Eimeria cyprini.
Sintomas: olha fundo, fezes amarelas e o
doente nada de cabeça inclinada para baixo.
Tratamento: banho rápido em solução de sal,
20 g para 5 litros de água
Mixobacteriose
Esta doença é
ocasionada por bactérias do tipo das
MIXO-BACTÉRIAS, isto é, bactérias que
produzem tumor nos tecidos. Os sintomas
característicos são inapetência e
aparecimento de filamentos muito finos pelas
brânquias(guelras), semelhantes ao limo ou
mofo. Quando infectadas, as brânquias
aparecem congestionadas de um vermelho
carregado. A seguir, os filamentos das
brânquias empalidecem nas extremidades.
Nesse estágio, normalmente há associação de
fungos, que se espalham por toda a cabeça.
Quando atinge essa fase, o tratamento se
torna muito difícil. Na primeira fase da
doença, a terramicina na dose de 500 mg por
40 litros de água é de grande eficácia.O
tratamento deve-se prolongar por 2 semanas,
renovando-se a solução cada dois dias.
Dactilogirose
Produzida
pelo Dactylogirus, verme parasita de 4 olhos
e 2 trombas ligadas às glândulas que
secretam um líquido irritante. Típico das
guelras, é mais perigoso que o Gyrodactylus.
O paciente boqueja, suas guelras aumentam,
ficam pálidas, salientes e com as bordas
engrossadas,forçando os opérculos a ficarem
entreabertos.O parasita se fixa no peixe por
meio de um disco especial e introduz sua
tromba pa sugar-lhe o sangue. Reproduz-se
por ovos. No início da doença, podemos
tentar o tratamento com azul metileno, 2 mg
por litro de água; 2 ml de formalina a 40%
para 10 L de água, banhos de 30 a 45 min,
retirando o peixe, logo que apresente sinais
de angústia.Usar aeração durante o
tratamento. Após 3 dias, trocar metade da
água. Banho de sal comum, 10 a 15 g por
litro de água, 20 min, ácido acético
glacial, 1 parte para 500 partes de água,
repetindo 3 dias depois; formaldeído, banhos
de 5 a 10 min. Pouco comum nos aquários de
peixes ornamentais. Quando a infestação é
grande, pode haver destruição do tecido
branquial e ruptura de vasos, com a morte
por asfixia ou hemorragia.
Ectoparasitose Pisiária
Esta
parasitose dos peixes ornamentais é causada
por um infusório ciliado denominado
Discotricha verticellidae,que se localiza de
preferência sobre o revestimento cutâneo das
membranas caudais, dorsais e peitorais.
Produzem elas a destruição das membranas
inter-radiais das nadadeiras, provocando com
isto a descordenação dos movimentos
natatórios dos peixes. O parasito
protozoário multiplica-se por cissiparidade
longitudinal com divisão do corpo, do núcleo
e do pedúnculo. O infusório dificilmente
causará a morte do hospedeiro(peixe). A
elevação da temperatura para 27º C,
acompanhada de banho de azul de metileno, é
suficiente para debelar a infestação.
Exoftalmia
Mais comuns
peixes de água salgada do que nos de água
doce. Pode ser uma simples inflamação,
podendo o peixe curar-se; uma hemorragia dos
capilares, por pressão interna de gás; uma
hidropisia etc. Em geral devemos sacrificar
o doente. Pode ser conseqüência de
tuberculose ou infecção pelo Pseudomonas
punctatus, embora nem sempre ele seja
encontrado nas lesões. Sintomas: 1 ou
2 olhos aumentados, parecendo que vão saltar
das órbitas. Os escalares são muito sujeitos
a ela. Tratamento: o mais simples é com o
banho de sal durante 36 horas e depois
aplicação de um colírio como o Arginol a 5%.
Não há tratamento específico. Baixar a
temperatura da água diminui a pressão.
Furunculose
Esta doença é
de caráter septicêmico(infeccioso) e as
úlceras aparecem nas zonas mais ricas em
vasos capilares. O agente etiológico
causador é uma bactéria gram-negativa,
imóvel e não produtora de esporos,
denominada Bactéria Salmonicida, que
enquistando-se no peixe destrói o tecido em
redor do ponto de infecção. No início,
surgem manchas vermelhas, dando a impressão
de ferimentos, depois há o aparecimento de
bolhas de pus e sangue. A seguir, essas
bolhas de abrem , havendo formação de
úlceras: o pus libertado pode contaminar os
outros peixes. A sintomatologia apresenta
também escaras do tipo ulceroso no corpo dos
peixes, iniciando-se, geralmente, mo
pedúnculo caudal, podendo entretanto ter
início em outras partes do corpo. Como
medicação contra a doença têm-se aplicado
banhos de terramicina com a dosagem de 500
mg para 50 L de água, pelo espaço de 24
horas, repetindo-se o banho dentro de 5
dias, até controlar a doença. Neste caso, os
aquários-hospitais devem ser desinfetados
antes de usados novamente, de preferência
com permanganato de potássio.
Girodactilose
Causa:
Gyrodactylus, verme cego de 0,5 a 0,8 mm de
comp, que tem uma ventosa na boca e um
gancho na cauda, pelo qual se fixa no peixe.
Este vai ficando cada vez mais pálido, a
pele produz mais mucosidade e com manchas ou
pontos hemorrágicos também nas nadadeiras.
Mesmo quando as guelras não são afetadas ,
há respiração acelerada. O peixe fica
triste, cansado, com os movimentos cada vez
mais lentos, permanece na superfície e
morre. A confirmação da doença, pode ser
feita em laboratório. Tratamento: banhos de
30 min em formalina, 2 ml de solução a 40%
para 10 L de água, morrendo o parasita em
menos de 20 minutos. Boa aeração durante o
banho; azul de metileno a 5%, uma gota por
litro de água; 10 a 15 g de sal em 1 litro
de água, banhos de 20 min. As más condições
do aquário concorrem para o aparecimento da
doença.
Helmintose
Raramente
encontramos em nossos aquários peixes com
doenças produzidas por vermes. Isto porque
para seu pleno desenvolvimento, os vermes
parasitos necessitam de um hospedeiro
intermediário, e, em outra fase, de um outro
hospedeiro, o definitivo, sem o que o ciclo
estará interrompido. É o caso dos aquários,
pois neles não existem as condições
necessárias. Porém, peixes provenientes de
regiões de climas diferentes e de ecologia
distinta, quando colocados em aquários
comunitários, perdem seus vermes parasitos.
Vários helmintos e suas formas larvárias são
parasitos cutâneos; outros vivem na cavidade
visceral, órgãos internos e músculos. Os
vermes podem ser ectoparasitos, isto é,
vermes que parasitam as nadadeiras, dermes e
tecidos e endoparasitos, isto é, vermes que
parasitam os órgãos internos do peixes. Os
trematódeos(vermes parasitos munidos de
ventosas) e os turbelários(vermes sem
ventosas, de vida livre e corpo ciliado) são
os mais conhecidos dos aquariólogos.
Ictioftiriase (Infestação pelo Ictio, doença
de pontos brancos)
É a mais temida
pelos aquaristas, a mais comum e perigosa,
liquidando todos os peixes, se não for
combatida a tempo. A falta de luz concorre
para que apareça, porque diminui a
resistência dos peixes, pela queda do teor
de oxigênio da água e diminuição de
microrganismos que lhes servem de alimentos,
bem como mudanças bruscas de temperatura.
Sintomas: grande numero de pontinhos
brancos e redondos do tamanho da cabeça de
alfinete (0,5 a 1 mm de diâmetro) no corpo e
nadadeiras, ficando o peixe todo salpicado
de branco; muita coceira causada pelos
parasitas; o peixe se esfrega em tudo o que
encontra, para se coçar (pedras, cama etc).
Sintomas: movimentos diminuídos;
fecham as nadadeiras; ficam parados e
deitados no fundo. Pode apresentar uma placa
que em poucos dias se desprende, vai ao
fundo, se rompe e solta centenas de
parasitas que vão infestar outros peixes.
Quando o parasita está "maduro", os pontos
brancos debaixo da pele ou nas guelras se
rompem, soltando de 600 a 1.200 esporos que
vão infestar outros peixes, morrendo na
água, em 2 ou 3 dias, quando não os
encontram. Na água são mais fáceis de serem
combatidos. Diagnóstico: a olho nu, pela
observação direta dos quistos. Quarentena: 2
a 4 semanas para peixes tropicais e 4 a 8
para os de água fria.
O
Ichthyophthirius multifilis, parasita
unicelular que a produz, aparece ao
microscópio como um núcleo escuro em forma
de ferradura e com um movimento giratório
característico, com o Oodinium.A pele se
irrita e reage, envolvendo o germe com uma
camada celular(pele). Alimenta-se de sangue,
causando uma anemia cada vez mais profunda e
a morte. Quando ataca as guelras , o peixe
morre por asfixia.
Acontece que
às vezes o parasita desaparece
espontaneamente do aquário, mas reaparece
quando um peixe novo é ai colocado, mesmo
que esteja sadio. É doença essencialmente de
peixes de água doce, morrendo o parasita em
água salgada. Há um Ichtyyophthirius de
água salgada. Elevar a água a 30 º C durante
vários dias, trocando o peixe de aquário, é
um meio de combater essa doença. Tratamento:
água salgada; azul de metileno, 0,8 a 1 ml
de solução a 1% para 5 L de água, repetindo
o banho 1 ou 2 vezes; atebrina, 300 ml para
300 L de água (afeta a fertilidade),
trocando a água após o tratamento; sulfato
de cobre 0,8 a 1 ml para 11 de água, até a
cura, trocando 3/4 da água e rigorosa
limpeza do aquário, eliminando toadas as
algas; hidrocloreto de quinino( não mata as
bactérias), 12,5 ml para 5L, trocando a água
a cada 2 ou 3 dias; tripaflavina dá bons
resultados. Os banhos devem ser dados a 16
ou 20ºC para peixes de água fria e de 21 a
27ºC ou mais para os tropicais.
Ictiofonose
Muito
espalhada, de diagnóstico difícil, é
produzida pelo Ichthyophonus hoferi,
parasita medindo 5 a 20 micra de diâmetro.
Transmite-se por esporos, através de
alimentos contaminados por esse germe que se
desenvolve no estômago e intestinos, sendo
eliminados pelas fezes. Alguns perfuram a
parede do intestino e são levados pelo
sangue para diversos órgãos como o coração,
fígado etc, onde ficam sob a forma de
pequenos nódulos pardos ou pretos. Quando
eles se rompem, os órgãos são atacados e o
peixe morre. Ela só aparece quando o
parasita é levado por alimentos, materiais
ou peixes contaminados, mas as más condições
da água facilitam sua difusão. Os peixes a
transmitem uns aos outros através de feridas
e abscessos ou pela ingestão de peixes
mortos por ela. No estômago, o quisto se
rompe, soltando as larvas infestantes.
Sintomas: os primeiros são difíceis de serem
identificados, são muito variados e podem
ser perda de apetite;entorpecimento; olhos
saltados, nadadeiras dobradas; peixe
escondido a maior parte do tempo; vem
instabilidade para nadar e movimentos
estranhos; fica no fundo, com a barriga
inchada e todo inchado(edemaciado);pele e
escamas ficam como que vidradas; o doente
vira sobre o seu eixo e fica
balançando;formam-se às vezes, placas ou
ulcerações na pele; emagrecimento; pele
desbota; nadadeiras perdem pedaços; boca
sempre aberta. O doente às vezes só morre
após 6 meses. O peixe deve ser sacrificado,
porque não tem cura.
Lepidortose
É
infecto-contagiosa, produzida pelo Bacterium
lepidorthosae, pelo Vibro anguillarum e
outros, segundo alguns autores. Ataca peixes
tropicais. Sintomas: perda de
escamas por todo o corpo e mais no dorso;
movimentos cada vez mais lentos; respiração
acelerada e a cauda vai ficando paralisada.
O doente fica na superfície, perde a nocão
de fuga e morre em mais de 80% dos casos,
quando não há tratamento. Os peixes sadios
são portadores a a transmissão é direta ou
indireta, pela água contaminada. Dura 3 a 4
semanas. Tratamento: sulfanilamida,
cloromicetina e phenoxethol. Retirar os
doentes e mortos e desinfetar o aquário.
Necrose
das Nadadeiras
Várias causas
podem provocar esta enfermidade nos peixes
de aquário, sendo as principais: necrose das
nadadeiras produzidas por bactérias de
gênero PSEUDOMONAS, possuidoras de flagelos,
ou por fungos (cogumelos) inespecíficos.
Esta doença só aparece quando os peixes
estão com suas defesas orgânicas
debilitadas, sendo, então, atacados pelos
parasitos. Água muito ácida ajuda a tornar
os peixes presas da doença, principalmente
as Molinésias, quando colocadas em água de
pH abaixo de 7º . Outras espécies sujeitas a
esta doença são os Barbus, os Néons-tetra,
os Cardinales, as Colisa lalia, os
Tricogaster e alguns caracídeos do gênero
Hemigrammus. Também a baixa temperatura para
peixes de águas tropicais propicia condições
para a doença. Na terapêutica desta doença,
os banhos têm sido empregados com algum
sucesso, usando-se a triflavina(1 grama em
cada 100 L) ou a sulfanilamida( 1 grama em
10 L). O fenoxetol, em uma solução-mãe 1 1%
em volume, é usado em 10 cm3 por litro de
água. Recomenda-se o uso de terramicina, 500
mg para cada 20 L de água e 10 gotas de
azul-metileno a 5%. Estas dosagens não
constituem perigo para os peixes e não
produzem danos em seus órgãos reprodutores,
não lhes causando portando esterilidade.
Octomicose
Quando o
peixe emagrece muito, não sendo por fome,
podemos pensar em tuberculose e depois em
octomicose, produzida por um flagelado que
vive em seus órgãos internos, o Octomitus.
Ataca os peixes vivíparos, o Cichlasoma, o
Discus, o Heterandia, o Scalare etc. Usar
tripaflavina ou calomelano na dose de 2 g
para 1 k de alimentos, durante 4 dias.
Oodinose
É produzida
pelo Oodinium pilularis, sendo conhecida por
"doença de veludo" porque, quando a
infestação é muito grande, cobrindo uma
grande extensão dá, à pele, o aspecto de um
veludo cinza-pardacento. Aparecem nódulos
sobre a pele e deslocamento de escamas. O
peixe sente muita coceira, se esfrega em
tudo o que encontra, para se coçar, emagrece
e morre em 2 semanas ou um pouco mais.
Raramente ataca os vivíparos, mas o faz com
os Barbus, Colisas, Hiphessobrycon,
Nannostomus, B.panchax, Platy, Poecilus,
Aphyosemion, Rasbora,Tanichthys, Xiphophorus
e mesmo os dourados. Tratamento: à base de
cobre; banhos demorados de tripaflavina,
elevação da temperatura a 30º C e
escurecimento total do ambiente; tentar 2
gotas de azul de metileno a 5% para 5 L de
água,durante 5 dias,com um intervalo de 3,
trocar a água e repetir a dose. Retirar as
plantas e todos os objetos do aquário.
Pilulariose
Esta
enfermidade pisciária é transmitida por um
parasito patogênico conhecido
cientificamente por OODINIUM pillularis.Seus
sintomas são nódulos sobre a pele dos peixes
e deslocamento das escamas. Quando atacados,
os peixes se roçam contra as pedras e a
areia para livrar-se das picadas dos
parasitos, morrendo no transcurso de duas
semanas, se não forem convenientemente
tratados. Esta doença é de cura dificílima,
e, na sua terapêutica, têm sido empregadas
moedas de cobre ou arame de cobre contra o
OODINIUM. Os sais de cobre matam os
parasitos, porém são altamente tóxicos para
os peixes. Por isso eles terão que ser
empregados em doses absolutamente certas e
por tempo curto. Banhos de tripaflavina de
grande duração e a elevação da temperatura
da água do aquário-hospital para 30ºC, bem
como o obscurecimento total do aquário são
recomendados por vários autores. A ausência
de luz no aquário evita que o
parasito(autotrófico) consiga sintetizar os
alimentos de que necessita através da
fotossíntese. O azul de metileno a 5% (2
gotas para 5 litros de água), tem sido usado
no combate a esta infecção. Os banhos devem
ser aplicados sempre no aquário-hospital,
desprovido de plantas, pedras, adornos, etc.
O tratamento deve ser feito durante 5 dias.
Após três dias de descanso, reinicia-se novo
banho por outro período de cinco dias.
Plistoforose
É produzida
pelo Plistophora hyphessobryconis
(esporozoário). Ataca principalmente os
neons tetra e outros peixes como os
paulistinhas, o espada, o engraçadinho etc.
Sintomas: perda de apetite, nada sem parar,
inclusive à noite; fica muito agoniado, nada
em posição anormal (oblíqua); apresenta
descoloração, como nos casos do neon tetra e
do cardinal, nos quais começa como manchas
que se estendem até atingir sua faixa
fosforescente; fica separado do cardume;
emagrece, ficando desbarrigado; há
endurecimento e destruição dos tecidos.
Ataca os rins. Não há tratamento específico.
Tentar banho em solução de 2,5g de euflavina
ou 2g de azul de metileno para 100 L de
água, durante 15 dias. Pode ser tentado
também o formaldeído. A cura é difícil.
Quilodonelose
Esta doença
parasitária tem como agente causal o
CHILODONELLA cypprini Moroff, que mede cerca
de 60 micra* de comprimento por 45 micra de
largura. Sua forma é oval. Este parasito
ciliado, que produz opacidade branco
azulada, parece alimentar-se de células
epidérmicas destruídas e de células do
epitélio branquial dos peixes. Os indivíduos
infestados nadam e respiram com dificuldade,
roçando-se contra o fundo de areia a fim de
livrar-se dos parasitos. Este parasito se
transmite por contágio direto de peixe a
peixe. Se o peixe morre, a CHILODONELLA
abandona-o rapidamente. Este ciliado
parasita pele e tecidos, portando é um
ectoparasito puro, sendo considerado
parasito da debilidade. Sua multiplicação é
imensa e ataca somente peixes débeis. A
melhor terapêutica contra o CHILODONELLA é
um banho de tripaflavina, pelo espaço de
tempo de 24 horas, elevando-se a temperatura
da água para 28ºC. Com esta medicação, o
parasito morre ao cabo de 10 horas.
Saprolegniose
Esta doença
parasitária é a inimiga nº 2 dos
aquariólogos. Depois do ICHTHYOPHTHIRIUS
multifiliis(ïcitio) é a que causa maior
número de mortes entre os peixes ornamentais
de aquário.Ë conhecida popularmente como
mofo dos peixes ou bolor dos peixes. Seu
agente infeccioso é a SAPROLEGNIA achlya e
sua propagação é muito rápida por ser muito
contagiosa. Segundo Sterba, os peixes mais
suscetíveis à doença são os que possuem
nadadeiras de porte grande no sentido
longitudinal. Geralmente, a doença se
apresenta quando a temperatura da água é
baixa, particularmente quando os peixes
apresentam feridas em seu corpo devido a
cortes em pedras pontiagudas ou arestas,
brigas entre si, ou deslocamento das escamas
ao serem apanhados em redes inadequadas. Os
fungos atacam a pele, as brânquias,a boca,
as nadadeiras,os olhos, bem como as
posturas. A SAPROLEGNIA se propaga através
de esporos. Peixes sadios não estão sujeitos
ao ataque destes protozoários ciliados, que
vivem nos aquários em vida livre, como
plancto. No combate a esta doença tem-se
usado como terapêutica o permanganato de
potássio ( 1 grama em 100 litros de água) em
banho de duração de 1 hora. A tripaflavina é
outra droga que tem sido empregada com
resultados excelente (1 grama em 100 litros)
em banho de 48 horas. Alguns autores e
aquariófilos recomendam um tratamento na
base de aurecomicina (10 mg por litro). As
feridas e partes infestadas podem ser
tratadas com pinceladas de uma solução de
azul de metileno a 5% ou solução de mercúrio
cromo a 1%. Pode-se usar também tintura de
merthiolate, solução a 2% para cada 8
litros, até 4 vezes. Para evitar esta
parasitose deve-se trazer os aquários em
perfeitas condições de higiene,
sinfonando-os periodicamente, a fim de neles
não acumular matéria orgânica em
decomposição. Pedras com arestas e
pontiagudas não devem ser colocadas nos
aquários, porque poderão cortar os peixes,
propiciando, então, o ataque dos parasitos
nos tecidos feridos.
Trematódeos
Estes vermes
parasitos, transmitidos pelo Tubifex, se
localizam na pele e nas brânquias (guelras)
dos peixes, sugando-os através de uma
ventosa. Para se fixarem nos peixes, os
trematódeos, servem-se de ganchos
característicos. Em suas formas larvárias,
eles são encontrados na pele, músculos,
olhos, brânquias, sangue e outros órgãos dos
peixes parasitados.. O grupo dos
MONOGENËSICOS é formado por ectoparasitos
dos tegumentos ( pele que cobre o animal) e
das brânquias. O parasito possui um ou
vários ganchos de fixação. Seu
desenvolvimento se dá diretamente no
hospedeiro. Nas formas larvárias nadam
livremente, buscando um hospedeiro para
poder viver. Contra esta praga os aquaristas
usam banhos de tripaflavina ( 2 mg para 25
litros de água) em peixes infestados. Como
medida preventiva devemos desinfetar plantas
aquáticas, recentemente adquiridas com
solução débil de permanganato de potássio, a
fim de que elas não veiculem estes vermes
para os aquários.
Tricodiníase
Esta doença
parasitária é muito parecida com a
CHILODONELLA. Seu agente patogênico é um
cilióforo (protozoário provido de cílios),
muito comum nos aquários, o TRICHODINA
domerguei, que só ataca os peixes quando
eles se encontram em precárias condições de
saúde, portando quando debilitados. Sua
terapêutica é idêntica à empregada no
combate à QUILODONELOSE, isto é, banho de
tripaflavina (2 mg por 10 litros) pelo
espaço de tempo de 24 horas, elevando-se a
temperatura da água para 28ºC.
Tripanoplasmose
Estes
protozoários - Trypanoplasma - parasitam o
peixe através da corrente sanguínea do
animal e são transmitidos de um peixe a
outro pelas picadas das sanguessugas, seus
vetores, do mesmo modo que o parasito humano
é transmitido pela mosca tsé-tsé e outros
insetos. Dai a importância da profilaxia nas
plantas aquáticas com o propósito de
evitarmos que elas transportem sanguessugas
para nossos aquários. O sintoma da doença no
peixe é semelhante ao da <doença do sono> no
homem. Os peixes atacados apresentam um
estado letárgico, isto é, ficam sem
movimentos, enfraquecem e morrem de
inanição. Esta doença geralmente é
incurável. Alguns aquariólogos têm usado
certos compostos de arsênico como
terapêutica. Há três espécies dêsse agente,
Trypanoplasma bancrofti, T.carassi e
T.chagesi.
Tuberculose Pisciária
Esta doença é
muito grave e seu agente causal é o MYXOSOMA
celebrais, que produz deformação óssea nos
peixes. Descoberta por Bataillon Dubard e
Ferré, em 1897. O animal apresenta, durante
a primeira fase da doença, movimentos
rotatórios ao nadar, em seguida começa a
emagrecer na parte superior do corpo, logo
após a cabeça. Nesta fase, o peixe emagrece
bastante. Embora não haja cura para a
tuberculose pisciária, esta doença é muito
pouco comum nos chamados peixes de
ornamento. Novas drogas têm sido empregadas
no combate a esta doença, tais como:
estreptomicina, cortizona e outras mais
utilizadas na cura da tuberculose humana,
mas sem resultados positivos.
Doenças não causadas por parasitas:
Acidose
Significa
baixa do
pH da água para 5,5 ou menos. Esse
limites são para peixes que exigem pH mais
elevado, neutro ou alcalino. Sintomas:
eriçamento das escamas e nadadeiras
fechadas.O peixe fica nadando em voltas,
girando sobre si mesmo, vêm os tremores e
ele morre, se não for corrigido o pH.
Alcalose
Pode provocar
o apodrecimento das nadadeiras e ocorre
quando o pH da água vai a 8 ou 9,
principalmente quando ela é mole. Muita
planta e muita luz concorrem para o seu
aparecimento. Quando as condições da água
São as citadas, o bicarbonato de cálcio se
transforma em carbonato de cálcio insolúvel
que ataca as guelras e as nadadeiras,
produzindo o seu desfiamento. Provoca,
também, a opacidade da pele. Corrigindo o
pH, o problema desaparece.
Anoxia e
Hipoxia
As
necessidades de oxigênio dissolvido na água
são diferentes para cada espécie de peixe
ornamental, porém 4 a 8 cm3 por litro é uma
taxa muito boa para o aquário comunitário. A
falta de oxigênio também é causa de grande
mortandade, em aquários superpovoados e
desprovidos de aeração artificial,
concorrendo também o material em putrefação,
depositado no fundo do viveiro e proveniente
de excesso de alimentação, atuando como
consumidor de oxigênio, pelo ciclo da
oxidação. Por outro lado, a temperatura alta
da água, acima de 20ºC, favorece a
consumação do oxigênio, pelo aceleramento
dos processos de oxidação do aquário. Quando
há carência de oxigênio, os peixes nadam na
superfície da água como que procurando
engolir o ar existente na atmosfera,
conseqüentemente se asfixiam porque seu
aparelho respiratório foi feito para retirar
o oxigênio existente na água e não no ar.A
falta total de oxigênio denomina-se
anoxia e é mortal para os peixes, e uma
quantidade insuficiente de oxigênio
hipoxia, e, neste estado, os peixes
parecem encontrar-se bem, porém estas
concentrações de oxigênio, próximas ao
limite mínimo, debilitam as forças naturais
dos indivíduos, tornando-os presas fáceis de
diversas doenças. Daí concluir-se ser
fundamental importância a concentração de
oxigênio na água dos aquários. Uma
concentração de 4 a 8 cm3 de oxigênio por
litro é o suficiente para a maioria dos
peixes ornamentais. Quando desejamos
aumentar o teor de oxigênio de nossos
aquários, utilizamo-nos da aeração
artificial ou renovamos parte da água do
mesmo, por água descansada e na mesma
temperatura.
Bócio
Pisciário
Os peixes
estão sujeitos a doenças não infecciosas
como no caso do Bócio pisciário, que tem
como causa a falta de iodo em certas
águas.Seus sintomas se manifestam por uma
linha ou ponto vermelho sobre a boca e sobre
o segundo par de arcos branquiais. Contra
esta doença carencial, basta adicionar
pequenas gotas de iodo na água em que vivem
os peixes, bem como em sua alimentação. Os
crustáceos marinhos são ricos em iodo, e se
constituem em ótima alimentação para peixes
atacados de Bócio.
Catarata
Esta doença
do globo ocular tem como causa distúrbios
orgânicos e pode ser tratada aplicando-se no
olho do peixe uma solução de iodo ( 1 parte)
e 9 de glicerina. Em seguida, banhar o olho
com uma solução de ácido bórico e por último
pingar sobre os olhos duas gotas de
protargol ou colargol a 1%, utilizando-se um
conta-gotas para a operação.
Cloro
Um aumento de
concentração usual de cloro, de 0,2 mg/litro
a 0,4 mg/litro ou mais, mata os peixes
ornamentais, se sobre eles atua durante
longo tempo. Ataca as brânquias, produzindo
palidez e destrói o tecido epitelial das
mesmas(tecido respiratório). A ação tóxica
atinge todo o corpo do peixe. O cloro é um
tóxico de ação lenta que persiste por longo
tempo em águas frias. Por isso devemos usar
aeração nos aquários novos a fim de expulsar
este gás tóxico para a superfície.
Compostos
Nitrogenados
Os compostos
nitrogenados se originam nos aquários devido
aos restos de alimentos e plantas em
decomposição e excrementos dos peixes e dos
caramujos aquáticos. É o produto da
desintegração das proteínas. Os compostos
nitrogenados mais importantes são :
amoníaco, nitritos, nitratos e uréia.
Congestão
ou inflamação das nadadeiras
Elas ficam
congestionadas (vermelhas) devido á maior
quantidade de sangue nelas existentes. Suas
causas são, em geral, temperatura
inadequada, esfriamentos ou
superalimentação. Tratamento: banhos de
permanganato de potássio, 1 g para 100 l de
água ou de água salgada, 1 g de sal para 1
litro de água, durante 3 min.
Constipação ou Prisão de ventre
Sintomas:
perda de apetite, apatia, gases saindo do
ânus, fezes duras e compridas como
filamentos pendurados no peixe e por ele
sendo arrastadas, quando nada; ventre
aumentado, ficando ele com a barriga grande.
Causas: defeitos de alimentação,
principalmente quando dados alimentos secos
e enquitréias. Alimentação variada e com
alimentos vivos como minhocas, larvas de
mosquitos etc, evita o seu aparecimento.
Tratamento: dar óleo de rícino ou outro
laxante especial vendido no comércio , como
o agar-agar, sal de Epson etc. Podemos
dá-los por via oral (boca), embebidos em
alimentos secos ou sob a forma de clister,
por via anal. Deixas o peixe jejuar alguns
dias e depois dar-lhe ao alimentos vivos já
mencionados, exceto minhocas brancas, porque
provocam constipação.
Prostação
Nervosa
Quando
atacado por prostação nervosa, o peixe
torna-se tímido, afastando-se do cardume,
recusa alimentos e procura o fundo do
aquário. Esta doença provocada pelas más
condições existentes no aquário, que seja
por falta de reposição parcial da água
semanalmente, quer seja pela reposição de
água muito fria. Outro fator que concorre
para essa anormalidade é a modificação
química da composição da água pelo uso de
medicamentos etc. O melhor processo para
reequilibrar o aquário é trocar 1/3 da água
do mesmo, utilizando água decantada(velha,
em repouso) na mesma temperatura da
existente no aquário.
Raquitismo
O raquitismo
é uma doença degenerativa, produzida por
transtorno do metabolismo da vitamina D.Esta
doença não é curável, levando o peixe à
morte pelo enfraquecimento orgânico
Resfriado
A mudança
brusca de temperatura da água de um aquário
para outro pode dar causa ao resfriado dos
peixes.Quando transportados de aquários com
temperatura mais alta, devido ao aquecimento
feito por aquecedores ligados a termostatos,
para águas sem aquecimento, (choque térmico)
portanto de temperaturas mais baixa, estamos
concorrendo para que eles se resfriem. Os
sintomas do resfriado são: a) perda da
estabilidade por acharem suas bexigas
natatórias afetadas, cambaleando de um lado
para outro: b) vermelhidão excessiva das
brânquias: c) empalidecimento de suas cores:
d) permanência com a boca aberta na
superfície da água: e) perda de apetite.
Peixes que apresentam os sintomas acima
descritos estão provavelmente atacados por
resfriado: nesta caso, a melhor maneira de
curá-los é colocá-los em um aquário de lºC
até atingirmos a casa dos 27ºC. O resfriado
é também conhecido popularmente como
tremores dos peixes, <<shimmy>> dos peixes,
que se caracteriza pela maneira de nadar
sacudindo o corpo.É, geralmente, o primeiro
passo para contrair íctio. As maiores
vítimas dos resfriados são os Pecilídeos,
por necessitarem de temperatura por volta
dos 25ºC para o seu bem-estar. A alimentação
inadequada, aliada à baixa temperatura da
água, provoca nas molinésias a conhecida
<<tremedeira>> devido às condições
mesológicas. Essas espécies são
vegetarianas, necessitam de verduras devido
ao seu aparelho digestivo e , se lhe dermos
alimentos secos, ricos em farináceos,
estaremos predispondo-as à tremedeira
Transtornos Metabólicos
Um dos
fatores de importância capital em
aquariologia é a alimentação racional
fisiològicamente equilibrada. Assim, a
vivacidade, o avivamento do colorido, o
crescimento e a estrutura óssea estão
condicionados a uma alimentação correta. De
forma geral, por metabolismo entendermos a
absorção de alimentos, sua decomposição e
reestruturação dentro do organismo, bem como
a eliminação de determinados produtos
finais(dejetos). Quando a alimentação é
inadequada os peixes poderão sofrer uma
série de transtornos, tais como:
perturbações metabólicas por alimentação e
carências vitamínicos; de atividade
fermentativa; hormonais de metabolismo;
hereditárias do metabolismo e, finalmente,
alterações metabólicas causadas por agentes
patogênicos.
Transtornos Térmicos
As mudanças
bruscas de temperatura da água dos aquários
acarretam a morte dos peixes ornamentais,
pelo choque térmico, principalmente os de
porte pequeno. De um modo geral, a oscilação
térmica suportável pelos peixes é da ordem
de mais ou menos 2ºC, quando a mudança de
ambiente é imediata, e de mais ou menos
12ºC, quando feita gradativamente, isto é,
acompanhada a temperatura das estações do
ano.
Doenças da
Bexiga Nadatória
Sintomas:
anormalidades no nadar, pois o peixe fica
com a cabeça caída para baixo e para a
frente,não consegue ficar nivelado e tem
dificuldade para subir à tona, permanecendo
às vezes no fundo ou então na superfície, de
barriga para cima. Sua causa em geral é
alimentar, devido a uma alimentação
deficiente e não variada. Basta que seja
corrigida a alimentação para os sintomas
desaparecerem. Pode ter outras causas como
uma paralisia da própria bexiga natatória,
por mudança brusca ou acentuada da
temperatura. Neste caso, baixamos o nível da
água no máximo e vezes a altura do peixe na
sua posição normal, pois sendo obrigado a
permanecer no fundo, deixa absorver ar,
aumentando suas probabilidades de cura, já
bem grandes. Degeneração da bexiga
natatória, sintoma de doença infecciosa como
a ascite( pelo Ichthyophonus) são outras
causas como produção de gases intestinais
(mesmo tratamento que para a constipação).
Não é mortal e o peixe pode viver muito
tempo. Boa alimentação e controle da
temperatura a evitam. Não há tratamento
específico.
Embolia
Gasosa (Doença das Borbulhas)
Causas: super
aeração da água ou aumento da sua pressão
gasosa sobre o peixe, fazendo com que os
gases que seriam por ele eliminados, se
acumulem debaixo da pele, podendo até
matá-lo. Uma boa aeração ou a troca, mesmo
que parcial, da água, resolvem o problema.
Hemorróides Pisciária (Doença Carencial)
Esta doença é
sempre uma conseqüência da prisão de ventre,
contraída pelos peixes devido a uma
alimentação inadequada. Quando atacados de
hemorróidas, os peixes apresentam o ânus
avermelhado com saída do conteúdo intestinal
mucoso proveniente de alimentação errada, na
base de um só tipo de alimento seco.Às
vezes, aparece um tipo de icterícia,
provocado pela ingestão de larvas vermelhas
de CHIRONOMUS ou de TUBIFEX não lavados
convenientemente. Neste caso deve-se
suspender a comida viva durante uma semana.
Só então recomeçar, pouco a pouco, a
oferecer alimentos vivos.
Choque
É um acidente
comum em peixes recém-capturados ou quando
são transferidos de aquários com diferentes
temperaturas (choque térmico). Quando
intenso, pode ser fatal. Sintomas:
aceleração dos movimentos respiratórios, o
peixe nada com as nadadeiras dobradas e se
esconde pelos cantos ou tocas.Quando se
assusta, foge apavorado. Tratamento: separar
o peixe em outro aquário, deixá-lo bem
quieto, dar-lhe um abrigo e iluminar o
aquário, quando necessário.
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