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Histórico
Anatomia dos
Guppies
Peixes ornamentais
compartilham com a maioria dos demais peixes uma
estrutura particular, constituída pela maioria dos
órgãos possuídos pelos humanos, acrescidos de
outros, tais como a bexiga natatória, por exemplo.
Dentes, língua, fígado, rins, um coração
simplificado, uma forma pulmão adaptado ao meio,
tudo isso neles encontramos. Salvo
exceções, são recobertos por escamas, que lhes
servem de proteção e os auxiliam na redução do
atrito de deslocamento. Peixes são
pecilotermos, ou seja, incapazes de aquecer seu
corpo, compartilham a temperatura do meio em que se
encontram. Peixes ornamentais tropicais, como é o
caso, costumam estar em conforto na faixa de 20 a
28°C. Fora dela, principalmente em baixas
temperaturas, ficam estressados e tem seriamente
comprometido o seu metabolismo.
Estrutura
O formato do Guppy é
estabelecido por um esqueleto ósseo. A coluna
vertebral vai da cabeça à cauda e é feita por
pequenos ossos perfurados, as vértebras. A cabeça,
em sua formação óssea, o crânio, contém o cérebro.
As mandíbulas, superior e inferior, também são
ósseas. Ligadas às vértebras estão as costelas, que
protegem a maioria dos órgãos vitais. Placas ósseas,
chamadas opérculo, uma de cada lado, recobrem as
guelras.

Nadadeiras se projetam do corpo, em locais
determinados. Cinturões ósseos no ombro e na
cintura, auxiliam na fixação delas. Elas são
mantidas por dois tipos de barbatanas ou raios: um
rígido e sem divisões, o outro flexível e ramificado
à medida em que se afasta do corpo.
A natação é realizada
quase que totalmente pela caudal, mediante
movimentos similares figura de um oito. As demais
auxiliam no direcionamento, elevação ou descida.
A bexiga natatória
A posição e o
equilíbrio na água são mantidos, fundamentalmente,
pela bexiga natatória que o Guppy possui,
internamente. Múltiplos vasos recobrindo as paredes
auxiliam na manutenção de seu conteúdo gasoso.
Regulando a quantidade de oxigênio o peixe se situa
em nível mais ou menos elevado no meio aquático. Em
casos extremos, privados de oxigênio na água, ele é
capaz de subir à superfície, expondo seus corpos,
deixando apenas suas caudas submersas.
Cores
A cor do Guppy é
devida a pontos coloridos, microscópicos, chamados
cromatóforos, localizados na pele. O número e o
arranjo desses pontos de cor é o que lhe fornece a
grande variedade de padronagens com que se
apresenta. Dependendo do estado do animal, os
pigmentos contidos nas células do tecido podem se
concentrar ou afastar, fazendo com que as cores se
tornem mais ou menos intensas.
A intensidade de cor é um dos
indicativos da saúde do peixe.
O sistema digestivo
Guppies possuem
dentes em suas mandíbulas e no céu da boca e uma
língua. Depois da língua está a faringe e, em cada
lado dela, aberturas para as guelras, através das
quais a água circula. Um pequeno esôfago liga a
faringe a um estômago relativamente grande. O
intestino, curto, leva o alimento do estômago para a
abertura anal, logo à frente da nadadeira de mesmo
nome.
O
Guppy tem um fígado, que fabrica bile para a
digestão e um baço que ajuda a purificar o sangue.
A digestão é rápida,
algo como 45 minutos.
Sistema Circulatório

O coração tem dois
compartimentos, ao invés de quatro: uma aurícula e
um ventrículo. O sangue é forçado do ventrículo,
quando se contrai, para as guelras, onde coleta
oxigênio e libera dióxido de carbono. O sangue
oxigenado é carregado por uma artéria dorsal, que se
divide em vasos cada vez menores, para todo o corpo.
Nos vasos capilares ele libera oxigênio e coleta
dióxido de carbono e resíduos que são eventualmente
carregados até o coração através das veias. Além das
veias, outros tubos, chamados vasos linfáticos,
ajudam a mover o sangue dos capilares ao coração, de
onde é novamente bombeado para as guelras.
Sistema Respiratório
Guelras funcionam como pulmões e, em virtude de sua
posição exposta, são sujeitas a doenças. Cada guelra
consiste de um arco ósseo que tem em sua parte
frontal estruturas denteadas chamadas lamelas, e em
sua parte traseira, filamentos que são submetidos a
uma corrente de água da boca para o opérculo . O
tecido é altamente irrigado, sendo a troca de gases
realizada em maior intensidade porque o sangue
circula em sentido inverso ao da água.
Sistema reprodutivo
O Guppy é
ovovivíparo, ou seja, nasce completamente formado,
depois de ter seus ovos incubados internamente. O
ovário é recoberto com epitélio germinal, pequenas
células que se dividem e produzem descendentes. Após
divisões subseqüentes, quando recebem uma gema, elas
se tornam ovos. Os ovos são
incubados dentro da mãe, obtendo alimento do próprio
ovo, e não da mãe.
Uma pequena passagem carrega os
pequenos embriões, como eles são chamados nessa
fase, até o momento do nascimento para o poro
urogenital, onde eles parecem se desenrolar e fugir
para a segurança. Seus primeiros movimentos, quase
sempre os levam para o fundo, onde eles descansam
por algum tempo, antes de se tornarem ativos.
O Guppy macho, assim
como outros ovovivíparos, tem um gonopódio. Ao
nascer, a nadadeira anal do macho parece muito com a
da fêmea. A medida em que se desenvolve, ela vai
gradualmente se modificando. A inserção da nadadeira
no corpo é também diferente nos dois sexos, a do
macho se movimentando para a frente, à medida em que
ele matura. Quando completamente desenvolvido, os
nove raios da nadadeira estão agrupados. Na ponta do
mais longo deles, o terceiro, há um gancho apontando
para trás. Não há um tubo furado no gonopódio, como
muitos equivocadamente pensam.

O
gonopódio está localizado exatamente atrás do poro
urogenital. Em frente a esse poro estão as duas
nadadeiras pélvicas, um tanto diferentes das
femininas. A fertilização é realizada pelas três
nadadeiras em conjunto projetadas para frente,
formando um tubo temporário, através do qual o
esperma é transmitido à fêmea.
No macho, os órgãos
nos quais os espermatozóides são produzidos são
chamados de espermarias, correspondendo aos
testículos dos mamíferos. Uma passagem curta liga as
espermarias à abertura urogenital. Diferentemente
dos humanos, o esperma dos Guppies é reunido em
conjuntos. O período de gestação, o tempo entre a
fecundação e o nascimento, é de 22 a 24 dias. Os
partos ocorrem, em boas condições, a cada 27 a 30
dias. Os dias adicionais são necessários para o
aprontamento dos ovos para fertilização.
Um dos
fatos mais notáveis sobre as fêmeas, além de sua
capacidade de manter tantos filhotes em espaço tão
pequeno, é o de que se for cruzada com um macho, ele
vai fornecer esperma para várias ninhadas,
sucessivas.
. O esperma
penetra no ovário, onde aguarda o amadurecimento da
primeiro lote de ovos. Os demais ovos não maturam ao
ponto de união com o esperma em reserva até que o
primeiro lote deixe o corpo na forma de filhotes
vivos. Há estudos que mostram que o esperma pode
permanecer funcional em dormência no corpo da fêmea
por oito meses. Mas, se ela vier a cruzar com outro
macho, os novos filhotes descenderão deste último.
Mesmo fêmeas
imaturas, podem receber esperma e o reter até que
amadureçam. Assim, é conveniente remover todos os
machos adultos de um aquário com filhotes, para que
a energia necessária ao crescimento não seja
consumida na gestação.

O tamanho da fêmea é
um dos fatores relacionados com o número de
filhotes, quanto maior, em princípio, maior a
quantidade deles.
Aos 30 ou
35 dias de idade, os sexos podem ser distinguidos
visualmente, pelo desenvolvimento de um corpo maior
nas fêmeas e o seu ponto gravídico. O macho começa a
mostrar o seu gonopódio. A cor da cauda começa a
aparecer nessa mesma época, dependendo da variedade.
Sistema Nervoso
Os Guppies possuem
todos os sentidos dos mamíferos. O cérebro é o
principal órgão da percepção. Uma coluna dorsal de
nervos se desloca pelas vértebras. Os odores são
processados por células olfativas conectadas no
sistema respiratório, e identificados pelo cérebro.
Eles escutam através de duas cavidades auditivas,
que contém otolitos para interpretar vibrações
sonoras. Eles sentem através de conexões nervosas na
pele e nos órgãos da linha lateral - privativa dos
peixes. Eles tem paladar, eles se
mantém equilibrados, provavelmente com a ajuda dos
otolitos. Ao que parece, tem uma extraordinária
capacidade de regeneração de nervos. É possível
cortar sua espinha dorsal e tê-la regenerada em
questão de dias.
Sistema Excretor
Os rins filtram o
sangue e removem resíduos que são conduzidos para a
bexiga urinária, por uretras. Tanto a bexiga quanto
os rins são órgãos pequenos. A bexiga descarrega
através do poro urogenital, logo atrás do ânus. O
sangue carrega gases residuais, que são dissipados
na água, através das brânquias.
Fonte: (www.peixebom.com.br)
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